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    May 30

    Pare de pensar em Dietas

    1º Reconhecer os estragos causados pelas dietas

    Reconheça que os estragos são uma realidade e que continuar a fazer dieta apenas perpetuará os seus problemas. Admitir que fazer dietas é o problema vai ajudá-la a largar o mito de que as dietas funcionam.
    Se fazer dieta é o problema, como poderá ser parte da solução?

    Exemplos de estragos causados pelas dietas:

    • Ensinam o corpo a reter mais gordura quando volta a comer
    • Diminuem o ritmo do emagrecimento
    • Diminuem o metabolismo
    • Aumentam as crises de voracidade alimentar e os desejos pela comida
    • Atrofiam os sinais interiores reguladores da saciedade
    • Distúrbios alimentares
    • Sentimentos de falhanço, baixa auto estima, auto confiança e ansiedade social – independente do peso que tem nessa altura.


    2º Estar ciente dos traços e maneira de pensar da mentalidade da dieta

    A mentalidade de dieta é subtil e revela-se mesmo quando você decide rejeitar fazer dieta.

    Esqueça a Força de Vontade.
    Nenhum médico conta com a sua força de vontade apenas para baixar a tensão arterial, mas muitos profissionais de saúde esperam que os seus pacientes com excesso de peso emagreçam através da força de vontade da restrição da comida. Esta é também uma crença das pessoas em geral!
    A expressão Força de vontade pode ser definida como uma tentativa de contrariar um desejo natural e substitui-lo com regras de proibição. O desejo por coisas doces é natural! Qualquer dieta que lhe diga o contrário, vai contra o seu desejo natural. A dieta torna-se um conjunto de medidas rígidas e estas medidas só podem desencadear a revolta alimentar logo, Força de vontade não pertence ao conceito de Comer Intuitivamente!

    Esqueça a Obediência.
    Sem querer os nossos amigos ou familiares podem despoletar em nós uma rebelião alimentar, ao sugerirem coisas tal como: “não devias comer batatas fritas…” Neste cenário de combate alimentar, a sua única arma é pedir uma dose extra grande de batatas fritas (“que é para verem quem manda aqui!”). Na verdade a rebelião é um acto normal de auto preservação – protegemos assim o nosso espaço e limites.

    Quando algum médico, nutricionista ou plano alimentar invadem o seu espaço, é normal que se sinta impotente. Quanto mais seguir as restrições alimentares, maior é o ataque à sua autonomia. Ao Comer Intuitivamente não precisará de se rebelar porque é você quem dá as ordens!

    Esqueça o Sentir-se um Falhanço.
    Todas as dietistas crónicas acham-se um falhanço. Mesmo que você seja uma pessoa com sucesso profissional, uma óptima estudante, etc., fala da sua experiência com a comida com muita vergonha, e duvida seriamente da sua capacidade de vir a ter sucesso com a relação com a comida. A mentalidade de dieta reforça os sentimentos de sucesso ou falhanço. Mas ao Comer Intuitivamente não há espaço para falhar – é um processo de aprendizagem.

    3º Livrar-se das ferramentas de dieta

    A dietista recorre a forças externas para regular a sua alimentação, seguindo um plano alimentar rígido, comendo porque são horas de comer, ou comendo uma específica (medida) porção, quer tenha fome quer não. A dietista valida o seu progresso também através de forças exteriores, principalmente com a balança. Pesar-se na balança só faz com que se concentre no seu peso; não a ajuda a regressar ao processo de Comer Intuitivamente.

    AS FERRAMENTAS PARA COMER INTUITIVAMENTE

    As ferramentas para comer intuitivamente são sinais internos, e não forças externas que dizem o quê, quando e o quanto comer. Mas para adquirir e entender estes sinais internos, tem de ter uma mala de ferramentas nova – ou melhor, ferramentas de poder.

    As ferramentas incluem: aprender a honrar a sua fome, a fazer paz com a comida, a rejeitar a “policia da comida”, a sentir a saciedade, a descobrir a satisfação, a lidar com os seus problemas sem recorrer à comida, a respeitar o seu corpo, a sentir a diferença através do exercício físico e aprender também a alimentar-se saudavelmente, honrando a sua saúde.

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